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Desvendando o Burnout: como o colapso silencioso prejudica sua vida e saúde mental

  • Foto do escritor: Psicóloga Isabela Ciandella
    Psicóloga Isabela Ciandella
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

O burnout não surge de repente. Ele começa devagar, quase imperceptível, com uma lista de tarefas que só cresce, a sensação de sobrecarga no trabalho e a dificuldade de dizer não. O pensamento está sempre na próxima tarefa a cumprir, mesmo depois do expediente. Você termina o dia, mas leva o trabalho para casa na mente. Não há descanso verdadeiro.

Aos poucos, o sistema nervoso começa a dar sinais de que algo não vai bem: irritação com pequenas coisas, angústia no peito e o medo do próximo dia de trabalho que se torna um pesadelo. A frase “Eu daria tudo para não ir trabalhar amanhã” começa a dominar seus pensamentos. Depois, vem a névoa mental, a dificuldade de concentração, a falta de paciência e a desmotivação para socializar. O corpo também reclama: dores de cabeça, tremores, estresse crônico, comer emocional, manchas na pele.


Vista em close-up de uma mesa com uma lista de tarefas desorganizada e um relógio marcando o tempo
Lista de tarefas e relógio simbolizando a pressão do tempo e o início do burnout


Início do ciclo


O burnout começa com pequenas atitudes que parecem inofensivas, mas que criam um ciclo perigoso como acúmulo de tarefas, dificuldade em impor limites, pensamento constante no trabalho (mesmo depois do expediente!) e o cansaço não é só físico. Dessa forma, dormir, comer e tentar relaxar não funcionam, pois sua mente está em estado de alerta constante. É imprescindível também identificar se você não está inserida em um contexto de trabalho abusivo, manipulador, com cobranças excessivas e falta de espaço para comunicação.


Esses fatores podem causar irritabilidade e angústia. O próximo dia de trabalho deixa de ser uma rotina para se tornar uma fonte de sofrimento.


Os sinais que seu corpo tenta te mostrar


É comum perceber a névoa mental, com dificuldade para focar e tomar decisões. A irritabilidade por pequenas coisas. A desmotivação para socializar, em que surge a vontade de se isolar e a evitação de contato com outras pessoas.


Além disso tudo, o corpo fala: dores de cabeça frequentes, tremores, comer emocional em excesso, manchas na pele e o estresse como companheiro indesejável que não vai embora.


O tempo passa e você se sente presa


Com o burnout, o tempo parece passar sem que você perceba. Os dias, meses e até anos se confundem, e a sensação de estar presa aumenta. Você pode sentir que não há saída, que a única solução seria pedir demissão ou trocar de emprego. Mas isso não é uma garantia de que o ciclo burnout não volte a acontecer.


Para enfrentar o burnout, é preciso olhar para dentro e entender como você enxerga o trabalho e a forma como você se relaciona com as pessoas. Mais importante ainda, é entender a forma como você se relaciona com si mesma; como é a sua autocobrança, a sua tolerância ao erro e se você, em primeiro lugar, já aprendeu a se respeitar.



O burnout pode ser um sofrimento grande e paralisador, mas existe vida além dele. Procure ajuda profissional. Na psicoterapia, podemos identificar as causas e entender o sofrimento, pois negá-lo pode fazer com que ele apenas cresça.


Com carinho,

Psi Isabela Ciandella



 
 
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